Onde ficam marcados os tiros da semana.
Edição #3 · De 19 a 25 de julho de 2026
🎯 Análise da Semana: a eleição desse ano não é Lula contra Flávio. É Lula contra Trump.
Essa semana eu peguei uma moeda pra explicar uma coisa que quase ninguém tá te contando. De um lado, o Brasil. Do outro, o brasão dos Estados Unidos. E é essa a foto da eleição que vem.
O Washington Post revelou — e quatro autoridades dos dois países confirmaram — que o governo Trump quer mandar dois altos funcionários pro Brasil pra questionar a lisura da nossa eleição. O Itamaraty já chamou de “manobra incompatível com a democracia” e estuda barrar a entrada deles. Até dentro do Departamento de Estado americano teve funcionário chamando a ideia de “repugnante”.
Agora vem a minha leitura, e ela é fundamentada. Em 2022, quando o Bolsonaro tentou o golpe com os militares, quem estava na Casa Branca era o Biden — e o governo americano defendeu a nossa democracia, avisou os generais do risco de sanção. O golpe não veio e o Bolsonaro foi condenado. Hoje, quem está lá é o Trump, amigo da família. E de repente os mesmos Estados Unidos aparecem pra atacar a nossa eleição. A diferença não é a urna. É quem está no poder lá fora.
E tem a cara de pau: os EUA, que votam no papel, pelo correio, perdem voto e levam quase um mês pra terminar a apuração, vêm dizer que a NOSSA urna, que dá resultado em horas, é a suspeita? Repara que ela só “falha” na eleição pra presidente — pra senador e governador, que a direita ganha um monte, ninguém reclama. A mesma urna que elege o Flávio senador elege o Lula presidente. Ou vale pros dois, ou é choro de mau perdedor.
Soberania não se terceiriza. Essa é a que eu não canso de repetir: parceria de verdade entre países é respeitar a democracia do outro — não escolher quem o brasileiro pode eleger.
📍 Campo Grande
O pai de santo que não baixou a cabeça. Mais um caso de intolerância religiosa aqui na nossa cidade — um homem, nitidamente embriagado e dirigindo (ou seja, cometendo um crime), tentando atrapalhar um ritual de fé na rua. Eu cresci em família católica, fiz procissão, enfeitei rua pra Corpus Christi a vida inteira e nunca ninguém interferiu. Respeito é pros dois lados. O melhor do vídeo foi o final: o pai de santo não abaixou a cabeça, sabe que tem o direito de exercer a própria fé, foi pra cima e colocou o cara pra correr. E que fique registrado, porque isso é fato e não opinião: racismo religioso e intolerância religiosa são crime no Brasil. Assista aqui 🎯
O Balaio e a fiscalização que virou palco. Imagina acordar e descobrir que a sua empresa serviu de cenário pra um político falar de “locais irregulares” da cidade — sem você ter recebido multa, notificação, nada. Foi o que aconteceu com o Balaio, casa de roda de samba e cultura popular que eu frequento. Um vereador gravou um vídeo ali, em pleno contexto de campanha, falando de operação e de fechar bar irregular. O problema é simples: quando você aponta a câmera pra um lugar, mesmo sem acusar com todas as letras, a internet já julga — e isso mancha reputação e dá prejuízo. O Balaio já divulgou nota dizendo que está tudo regular, licenças em dia, e pediu direito ao contraditório. Que fique claro: bar irregular tem que se regularizar, ninguém aqui defende bagunça. Mas usar uma casa regular como exemplo de badernagem num vídeo de politicagem é outra coisa — e é o padrão que se repete pelo Brasil: sob o pretexto de fiscalizar, atacam o que o povo tem de mais rico, a nossa cultura. Fiscaliza, dialoga, regulariza se precisar. Não transforma em ferramenta de ataque. Assista aqui 🎯
😂 Fofoca da Semana: Frota e a ligação
Essa é pra rir. Num programa de TV, pediram pro Alexandre Frota pegar a agenda do celular e ligar pra alguém com quem ele teve uma desavença. Ele liga, a pessoa atende, e o Frota se desespera: “cara, que merda que eu fiz”. A brincadeira toda foi em cima de quem seria a voz do outro lado da linha.
Se — e é um “se” — for quem a internet inteira achou que era, o detalhe engraçado é o telefone: tem gente que, nas condições que a Justiça impôs, não devia estar atendendo ligação nenhuma. O Frota jura que não sabia. A gente aqui só assistiu e riu. Assista aqui 🎯
🎯 Outros tiros
Nem tudo virou reel, mas a gente acompanhou de perto:
- O “Dark Horse” virou inquérito da Polícia Federal. O maior tema aqui do canal escalou: o STF autorizou inquérito da PF sobre o dinheiro do Vorcaro num fundo no Texas ligado ao círculo do Eduardo Bolsonaro. Siga o dinheiro — a gente segue.
- A Justiça bloqueou R$ 20,9 milhões de um amigo do Flávio. Decisão da Justiça do Rio contra a RioPag, empresa ligada a um advogado próximo do Flávio, que tinha o monopólio de intermediar o dinheiro das apostas do estado. A Loterj apurou retenção indevida de recurso público e a Procuradoria trata como apropriação indébita. É decisão preliminar e cabe defesa — mas o dinheiro do povo já foi travado.
- O Datafolha e o problema do Flávio com as mulheres. Lula 48 x Flávio 43 no segundo turno. E o número que salta: 50% das mulheres preferem o Lula, contra 40% no Flávio — e mulher é a maioria do eleitorado. Lembrando que pesquisa é foto, não filme: ninguém ganhou nada ainda, o bolsonarismo tem piso duro. Mas a guerra da família tá aparecendo no voto.
- A Michelle capitulou. Depois de meses de guerra pública, a “Yoko Ono” que ia enterrar o Flávio apareceu num vídeo de apoio a ele. Reconciliação de verdade ou ordem de cima pra fechar a família na marra? A gente vai acompanhar.
Se essa edição te fez pensar — ou pelo menos rir do Frota —, faz o que a gente sempre pede: compartilha. Tem gente que precisa ler isso de olhos bem abertos.
Até a próxima. 🎯
Álvaro Marzochi
🎼 Por que TaubaNews? Vem da música do Adoniran Barbosa que dá nome ao canal — “meu peito parece uma táuba de tiro ao Álvaro”. Esta é a táuba onde os tiros da semana ficam marcados.
